Fiscalização Trabalhista em 2026: Por que a NR-1 mudou o jogo para as empresas?
- lucasadv79
- 31 de jan.
- 2 min de leitura
O tempo das adequações "no papel" acabou. Em 2026, a fiscalização do trabalho no Brasil atinge um novo patamar de sofisticação com a consolidação da nova NR-1 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais - GRO). Para o empresário e o gestor jurídico, a mensagem é clara: segurança do trabalho deixou de ser um custo operacional para se tornar um pilar de governança corporativa.
O Fim do Documento "Para Inglês Ver"
A NR-1 exige agora que a identificação e o controle de riscos sejam contínuos e integrados à estratégia do negócio. Não basta mais ter um laudo guardado na gaveta; é preciso demonstrar um sistema auditável de tomada de decisão. A fiscalização agora busca a coerência: o que a empresa pratica no dia a dia condiz com o que está escrito em suas políticas?
A Ascensão dos Riscos Psicossociais
Talvez a mudança mais crítica seja a inclusão explícita dos riscos psicossociais. Fatores como metas abusivas, carga de trabalho excessiva e a falta do direito à desconexão (hiperconectividade) agora estão no radar dos auditores.
Burnout e Assédio: Deixaram de ser temas subjetivos para integrarem o escopo de análise obrigatória.
Impacto Financeiro: A ausência de políticas claras para esses riscos eleva exponencialmente o passivo trabalhista e previdenciário, além de gerar danos reputacionais irreparáveis.
Fiscalização Orientada por Dados (Data-Driven)
Estamos na era do cruzamento de dados. A fiscalização cruza informações de ações trabalhistas, afastamentos pelo INSS e denúncias em canais internos. Atuar de forma reativa — apenas quando o processo chega — é uma estratégia fadada ao prejuízo.
Conclusão: Investimento vs. Custo
Adequar-se à NR-1 é, hoje, o melhor investimento para a redução de passivos. Empresas que possuem políticas internas robustas, alinhadas entre o Jurídico, RH e Compliance, detêm o controle da narrativa em qualquer litígio ou fiscalização.
A sua empresa está apenas "cumprindo a norma" ou está protegida estrategicamente?

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